Curitiba, Salvador, Balneário Camboriú: os atos que viraram um 7×1 diário contra Flávio
No fim de semana que antecedeu o primeiro debate presidencial, atos em apoio à candidatura de Lula tomaram praças de capitais e cidades médias que historicamente não são associadas a manifestações de esquerda — de Curitiba a Balneário Camboriú, passando por Salvador, Brasília, Olinda, Santa Maria e Garanhuns, cidade natal do próprio presidente.
O contraste com o ato bolsonarista realizado horas depois na Avenida Paulista, que reuniu dezenas de milhares de pessoas segundo contagens independentes, chamou atenção especialmente pela proporção: Curitiba, cidade com 1,8 milhão de habitantes, reuniu sozinha cerca de 50 mil pessoas num ato espontâneo, sem a presença de Lula. São Paulo, com 12 milhões de habitantes, levou pouco mais que isso para o ato organizado pela candidatura adversária.
Em São Paulo, o próprio apresentador do Rolê participou de três atos diferentes ao longo do fim de semana: a concentração de mulheres em frente ao Theatro Municipal, na sexta-feira; a manifestação de jovens no Largo da Batata, no sábado; e a roda de samba de resistência no Largo da Banana, no domingo à noite — relatada como tomada por multidão ao ponto de impedir a passagem de um ônibus pela rua.
A leitura compartilhada no programa é de que esses atos não apenas demonstram força numérica, mas cumprem função estratégica: geram engajamento orgânico, criam pauta positiva em dias seguidos e, principalmente, mostram a apoiadores já mobilizados que não estão sozinhos — fator decisivo para manter o ritmo de campanha até o dia da votação.
Eleição também se vence mostrando energia nas ruas — porque quem vê multidão em lugar que não esperava tende a questionar a própria certeza sobre quem está realmente perdendo.



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