O colo do Temer: a aliança que pode decidir quem comanda o Senado
Outro ponto de bastidor levantado na live do Rolê desta quarta foi o papel do ex-presidente Michel Temer na articulação política em torno de Flávio Bolsonaro. Segundo a leitura feita no programa, Temer já teria se posicionado ao lado do pré-candidato, movimento que, somado a parte do Centrão, estaria no centro da costura de um acordo maior de governabilidade — incluindo, segundo a mesma leitura, a possibilidade de o senador Rogério Marinho, hoje coordenador de campanha, assumir a presidência do Senado.
O programa descreveu Rogério Marinho como uma figura relativamente mais moderada dentro desse grupo — alguém que, apesar de alinhado ao projeto, tentaria evitar uma ocupação de ministérios inteiramente dominada por nomes mais radicais, nos moldes do que aconteceu no governo Jair Bolsonaro, citado como exemplo de aparelhamento excessivo em pastas estratégicas.
Esse tipo de arranjo não é novidade na política brasileira: presidentes eleitos sem maioria própria historicamente precisam negociar cargos e espaço de poder para conseguir governar. O que chama atenção, segundo o argumento levantado no programa, é a possibilidade de que essa negociação já esteja em curso antes mesmo do resultado do segundo turno — o que sugere um grau de confiança considerável, por parte desses agentes políticos, na vitória de Flávio.
Vale o alerta de que se trata de leitura de conjuntura e articulação política especulada por comentaristas, não de confirmação oficial de qualquer uma das partes citadas. Esse tipo de acordo, por natureza, raramente é admitido publicamente antes de se concretizar — o que também significa que não pode ser simplesmente descartado como fantasia.
Quando um ex-presidente de perfil historicamente conciliador já está posicionado antes do resultado sair, a pergunta não é mais «quem vai vencer a eleição», é «quem já decidiu, nos bastidores, que vai ganhar de qualquer forma».



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