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Entre professores ameaçados e canal do Lula no WhatsApp: como a esquerda tenta virar o jogo nas redes

Entre professores ameaçados e canal do Lula no WhatsApp: como a esquerda tenta virar o jogo nas redes

Duas deputadas federais recém-eleitas pelo PT, por São Paulo e por Pernambuco, usaram a live para fazer um apelo direto: seguir o canal oficial de Lula no WhatsApp, plataforma que, segundo elas, tem sido deliberadamente dificultada pelo algoritmo da Meta para esconder o nome do candidato nas buscas.

A orientação prática, buscar “canal do Lula” manualmente em vez de esperar que ele apareça sozinho, reflete uma leitura de campanha: quem perde a disputa nas redes sociais corre risco de perder também nas urnas, e a mobilização digital virou tão prioritária quanto a de rua.

Do lado mais sombrio da disputa, uma das deputadas, professora universitária em Pernambuco, relatou que parlamentares de extrema direita têm exposto nome completo e local de trabalho de professores em áudios e publicações, uma estratégia de intimidação que já forçou ao menos uma docente a pedir licença depois de receber ameaças.

A resposta anunciada foi judicial: processos por calúnia, difamação e injúria contra os parlamentares responsáveis, além de pedidos de remoção de conteúdo e indenização, um movimento organizado de apoio jurídico a professores e estudantes alvo de perseguição política.

Campanha nas redes e perseguição política andam cada vez mais próximas uma da outra — e isso não é um detalhe lateral da eleição, é o próprio campo de disputa.

Comentário e análise política do Rolê — transformação em texto, com ângulo autoral, do que é discutido nas lives diárias do programa.

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