O teste que a Meta não queria que você fizesse: peça Lula 13, depois Flávio 22
Um teste simples começou a circular nos grupos de WhatsApp na véspera do segundo turno: abrir a IA de imagens da Meta, embutida no WhatsApp, Instagram e Facebook, e pedir uma camisa de campanha com o número 13. A resposta, repetida por dezenas de usuários diferentes, foi sempre a mesma: “não consegui gerar a imagem que você pediu”.
O mesmo pedido, só trocando o número para 22, funcionou sem nenhum problema. Flávio apareceu na camiseta, com as cores verde e amarelo, sem que ninguém precisasse insistir duas vezes.
O que chama atenção não é um erro isolado — é a consistência. Jornalistas e usuários comuns repetiram o teste em contas diferentes, em cidades diferentes, em momentos diferentes, e o resultado nunca mudou. Uma ferramenta de IA que erra de forma tão sistemática, sempre na mesma direção, não está errando. Está seguindo uma regra.
A Meta nunca explicou publicamente qual é essa regra. Não existe transparência sobre por que “Luiz Inácio” e “Lula” ativam um bloqueio e “Flávio” e “Bolsonaro”, sozinhos, não. A empresa poderia alegar política de uso do nome de candidatos — mas aí teria que travar os dois lados igualmente, o que não acontece.
Isso importa porque a IA da Meta não é uma ferramenta qualquer: está dentro do aplicativo que mais de 100 milhões de brasileiros usam todos os dias. Quando uma plataforma dessa escala decide, por configuração interna, facilitar a propaganda de um candidato e dificultar a do outro, o efeito não é marginal — é estrutural.
Não é preciso provar intenção para reconhecer o padrão. Uma ferramenta que erra sempre do mesmo lado parou de ser aleatória — virou posição.



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