Pedro Rousseff: “quem está ganhando essa eleição é o povo”
Deputado federal eleito por Minas Gerais, Pedro Rousseff foi direto ao ponto ao comentar os atos do fim de semana: a campanha oficial de Lula, segundo ele, não foi a melhor já feita pelo petista — mas a mobilização de rua compensou, e sobrou, o déficit de entusiasmo institucional.
O deputado participou pessoalmente do ato de domingo na Avenida Paulista, que classificou como o maior já visto por ele na região, somado à mobilização da segunda-feira no Rio de Janeiro. Em São Paulo, aponta, houve ainda uma tentativa de reduzir o fluxo de pessoas por meio do fechamento de linhas de metrô — medida atribuída à gestão estadual — que, segundo o relato, não impediu a lotação.
Um dado chamou atenção de Rousseff: a adesão jovem. Pesquisas recentes mostravam rejeição alta de Lula entre esse público, mas a presença nas ruas no fim de semana indicou um movimento oposto ao que os números de gabinete vinham sugerindo — um descompasso que vale ser monitorado nas próximas semanas, não só comemorado.
Questionado sobre o cenário pós-eleitoral, o deputado foi direto: mesmo numa eventual vitória, o Congresso que assume em 2027 já nasce mais hostil, com crescimento do bloco identificado como bolsonarista e esvaziamento do chamado centrão tradicional. Isso significa, na prática, governar com margem de manobra menor do que a atual.
Separar o entusiasmo de rua da aritmética do Congresso é o exercício mais difícil — e mais necessário — desta reta final. Uma vitória nas urnas sem base parlamentar sólida é vitória pela metade.



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