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Chamar Erika Hilton e Rick Azevedo de “identitários” é querer apagar quem fez a 6×1 passar

Chamar Erika Hilton e Rick Azevedo de “identitários” é querer apagar quem fez a 6×1 passar

A autoria do projeto que acabou com a escala 6×1 tem nomes que incomodam quem gosta de separar “pauta de direitos” de “pauta identitária”: Rick Azevedo, vereador no Rio eleito agora deputado federal, homem gay, preto e periférico; e Erika Hilton, mulher trans, uma das parlamentares que mais carregou o projeto dentro do Congresso.

Virou comum, inclusive dentro do próprio campo progressista, tentar separar esses dois debates — como se defender direitos civis de minorias e defender direito trabalhista fossem agendas concorrentes, disputando atenção.

A resposta mais direta veio de outro deputado eleito, Fábio Félix, do Distrito Federal: pessoa LGBT também usa transporte público, também estudou em escola pública, também trabalha na escala 6×1. Não existe recorte “identitário” separado da vida real de quem enfrenta jornada de trabalho exaustiva.

O resultado prático desmonta o argumento sozinho: o avanço trabalhista mais importante desde a Constituição de 1988 foi aprovado justamente pelas mãos de quem a direita tenta rotular como “pauta de nicho”.

Separar identidade de direito trabalhista nunca foi sobre precisão de debate — é sobre quem a direita quer calar primeiro.

Comentário e análise política do Rolê — transformação em texto, com ângulo autoral, do que é discutido nas lives diárias do programa.

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