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Eloy Casagrande fez o L e virou alvo: quando apoiar Lula nas redes tem preço

Eloy Casagrande fez o L e virou alvo: quando apoiar Lula nas redes tem preço

Quando um músico de peso técnico reconhecido internacionalmente — caso do baterista Eloy Casagrande, ex-Sepultura, hoje no Slipknot — posta um apoio discreto a um candidato, a repercussão é imediata. Casagrande publicou um texto reforçando o compromisso com decência mínima na política, fechando com a frase que já virou bordão entre artistas: “Bolsonaro nunca mais”.

O post não pedia voto de forma explícita, mas o recado chegou. E junto dele, como manda o roteiro de praxe, vieram os ataques coordenados nos comentários — o mesmo tipo de hostilidade que atinge outros nomes públicos que se posicionam, caso do influenciador Carlinhos Marques, hoje alvo de ameaças por manter um discurso cada vez mais favorável a Lula em seu conteúdo.

O interessante no caso Marques é a estratégia de comunicação: ele raramente pede voto de forma direta. Em vez disso, mostra a própria trajetória — bolsa de estudos via ProUni, programas sociais que usou na prática — e deixa o espectador fazer a conta sozinho. É propaganda por experiência vivida, não por palanque, e tende a converter mais do que o grito direto.

A reação desproporcional a esses posicionamentos — de ameaça a cancelamento coordenado — revela o quanto certos setores dependem de controlar o imaginário cultural, não só o político. Quando um artista de nicho like metal pesado ou um criador de conteúdo popular muda a conversa, o incômodo é maior do que parece.

Quem ameaça um músico por um post discreto está admitindo, sem querer, o tamanho do medo de perder também a disputa simbólica — não só a das urnas.

Comentário e análise política do Rolê — transformação em texto, com ângulo autoral, do que é discutido nas lives diárias do programa.

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